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Banco de Portugal | Evolução do endividamento do setor não financeiro Nov 2025

Os últimos dados do Banco de Portugal mostram um aumento expressivo do endividamento de famílias, empresas e Estado, o que torna ainda mais importante um planeamento financeiro prudente em 2026.

Famílias: esforço financeiro em alta

O endividamento dos particulares cresceu 8,6% em termos anuais, atingindo o valor mais alto desde o início da série em 2008, sobretudo devido ao crédito à habitação. Este movimento significa que muitas famílias estão mais expostas a subidas de juros, perda de rendimento ou imprevistos, reforçando a necessidade de rever prestações, taxa de esforço e existência de poupança de segurança.

Empresas: mais dívida exige melhor gestão

Nas empresas privadas, o endividamento aumentou 3,1% em termos anuais, com mais recurso a empréstimos junto do sistema financeiro e do exterior. Este acréscimo pode ser positivo se estiver associado a investimento produtivo, mas eleva o risco quando financia sobretudo tesouraria ou desequilíbrios estruturais, tornando essencial monitorizar rácios de endividamento e capacidade de serviço da dívida.

Setor público e contexto macro

O setor público também aumentou o seu endividamento em novembro, embora com redução face ao exterior e ao setor financeiro por via de amortização líquida de títulos de dívida. Um Estado ainda muito endividado condiciona o enquadramento macroeconómico – taxas de juro, carga fiscal e margem para novos apoios – o que deve ser considerado no planeamento de médio prazo de famílias e empresas.

O que isto significa para os clientes da Capitalizar

Para particulares, estes dados reforçam a importância de reavaliar a estrutura de crédito (habitação e consumo), ponderar renegociações e construir um “colchão” de liquidez que aumente a resiliência financeira.

Para empresas, tornam prioritário rever a estrutura de capitais, antecipar refinanciamentos e aproveitar de forma estratégica incentivos e benefícios fiscais que possam reduzir o custo efetivo do financiamento.

Próxima atualização

  • A próxima nota de informação estatística sobre o endividamento do setor não financeiro está calendarizada para 23 de fevereiro de 2026

Banco de Portugal, 22 de janeiro de 2026

Neste contexto, a Capitalizar pode apoiar no diagnóstico do nível de endividamento, na definição de estratégias de reequilíbrio e no acompanhamento contínuo do relacionamento com o sistema financeiro, ajudando a transformar estes sinais de risco em oportunidades de reforço da solidez financeira.

Para mais informações, contacte-nos.

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