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SIFIDE: por que razão as empresas devem começar a preparar a candidatura mais cedo

Empresas que investem em inovação, desenvolvimento de software ou melhoria de produtos e processos podem ter acesso a um benefício fiscal que permite deduzir parte das despesas elegíveis à coleta de IRC. Mas a preparação da candidatura exige informação que deve ser reunida ao longo do ano.

Muitas empresas portuguesas investem em desenvolvimento tecnológico, software, novos produtos ou melhoria de processos sem associar imediatamente essas atividades a uma oportunidade fiscal. O SIFIDE — Sistema de Incentivos Fiscais à Investigação e Desenvolvimento Empresarial — permite às empresas deduzir à coleta de IRC uma parte das despesas elegíveis em atividades de investigação e desenvolvimento (I&D). Segundo a informação divulgada pela Capitalizar, o incentivo pode atingir até 82,5% do investimento elegível, através da combinação de uma taxa base e de uma taxa incremental.

Que empresas podem ter interesse?
O universo potencial é mais abrangente do que empresas tradicionalmente associadas à investigação científica. Projetos de desenvolvimento de software, criação de novas soluções ou protótipos, melhorias tecnológicas de produtos e processos e determinadas atividades de engenharia podem apresentar características suscetíveis de enquadramento.

O que pode fazer a diferença?
A candidatura não depende apenas de identificar um projeto inovador. É necessário demonstrar a atividade realizada e justificar tecnicamente o seu caráter de investigação e desenvolvimento, apoiando a candidatura com informação sobre as despesas associadas.

Porque é importante começar cedo?
A preparação pode envolver o registo das horas de trabalho afetas aos projetos, a identificação das despesas elegíveis, faturas e outros comprovativos, além da elaboração de memórias descritivas. Reunir esta informação à medida que os projetos avançam pode evitar que, no final, a empresa tenha de reconstruir meses de atividade.

O risco de deixar tudo para o fim.
Quando a preparação só começa perto do momento da candidatura, aumenta o esforço de recolha e organização da informação. Também pode tornar-se mais difícil identificar projetos, horas ou despesas que não tenham sido devidamente registados durante o período em causa.

Por onde começar?
Um primeiro passo passa por mapear os projetos desenvolvidos pela empresa durante o ano e identificar aqueles que envolvem desenvolvimento, investigação ou melhorias técnicas relevantes. A partir daí, a informação sobre recursos humanos, despesas e evolução dos projetos pode ser organizada de forma contínua.

O SIFIDE não funciona como um subsídio pago diretamente à empresa: trata-se de um benefício fiscal aplicado através da dedução à coleta de IRC, sujeito às condições e regras previstas no respetivo regime. Por isso, a preparação da candidatura deve ser encarada como parte do planeamento fiscal e financeiro da empresa, e não apenas como uma tarefa administrativa a realizar no final do exercício.

Num contexto em que as empresas procuram controlar custos e maximizar o retorno dos investimentos em inovação, conhecer os mecanismos fiscais disponíveis pode assumir uma importância crescente. No caso do SIFIDE, uma preparação atempada pode ser determinante para garantir que os projetos e despesas potencialmente elegíveis ficam devidamente documentados e podem ser avaliados no âmbito da candidatura.

Quer esteja a começar a organizar-se agora, quer só tenha tempo para tratar disto mais perto do prazo, a Capitalizar pode ajudar em todas as fases deste processo, desde o diagnóstico inicial para perceber que atividades são elegíveis, até à preparação do dossier técnico e financeiro e ao acompanhamento da candidatura junto da entidade gestora.

Economize com a Capitalizar, 6 de outubro de 2026

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