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Bruxelas dá luz verde à sétima reprogramação do PRR português. Saiba o que muda.

A Comissão Europeia aprovou a sétima reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, sem impacto no montante total disponível, cerca de 21,9 mil milhões de euros. No entanto, há mudanças relevantes que podem afetar diretamente os cidadãos, sobretudo nas áreas da saúde e do alojamento.

Portugal propôs alterações a 46 medidas, aceites por Bruxelas, sobretudo devido a dificuldades técnicas, falta de procura ou necessidade de simplificação administrativa. Entre as principais mudanças, destaca-se a redução de metas na área da saúde: o número de unidades de saúde a construir ou renovar desce de 400 para 390, e o objetivo de novas camas em cuidados continuados e paliativos recua de 3.850 para 2.267 (menos 42%).

Também a saúde mental sofre cortes, com menos unidades a requalificar e apenas uma nova a ser construída. No alojamento estudantil, a meta é revista de 18 mil para cerca de 8.948 camas, passando a admitir-se projetos com “conclusão substancial” (cerca de 90% de execução).

Apesar da redução de objetivos físicos, há um reforço do recurso a empréstimos, que quase duplica para projetos de saúde.

Por outro lado, no âmbito das agendas mobilizadoras, há um reforço do compromisso de criação de novos produtos, processos e serviços, que passa de 366 para 403, refletindo o bom nível de execução já registado nesta área.

No total, o valor global do PRR mantém-se nos 21,9 mil milhões de euros. Na maioria das 46 medidas alteradas (em 33 delas) não produzirá qualquer impacto ao nível dos objetivos finais. Apenas mudou a forma de execução, para simplificar processos administrativos em áreas como habitação a preço acessível, renovação de escolas ou expansão do Metro do Porto.

Economize com Capitalizar, Jornal Económico
11 Agosto 2026

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