As taxas Euribor registaram hoje movimentos distintos: recuaram nos prazos de 3 e 12 meses e mantiveram-se estáveis nos 6 meses — prazo atualmente mais utilizado nos créditos à habitação em Portugal. A Euribor a 6 meses fixou‑se em 2,548%, enquanto a Euribor a 3 meses caiu para 2,239% e a de 12 meses para 2,821%.
Ainda que estas variações diárias sejam ligeiras, a média mensal das Euribor voltou a subir em abril nos três prazos, com aumentos mais marcados nos horizontes mais longos, evidenciando a prudência dos mercados quanto à futura orientação da política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Recorde-se que, na reunião de 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretivas inalteradas pela sétima vez consecutiva, depois de oito cortes iniciados em junho de 2024. Apesar dessa pausa, os mercados continuam a precificar a possibilidade de uma subida já na próxima reunião marcada para 10–11 de junho.
O impacto é direto para famílias e empresas: a Euribor a 6 meses representa, segundo o Banco de Portugal, cerca de 39,4% do stock de crédito à habitação (março), pelo que a evolução deste indexante influencia os encargos mensais de muitas hipotecas e as decisões de refinanciamento ou de contratação de novo crédito.
O que aconselhamos aos nossos leitores
- Reveja a sua exposição a crédito indexado à Euribor a 6 meses e simule cenários com ligeiros aumentos de spread e de indexante.
- Quem está em processo de contração de crédito à habitação deve comparar propostas com atenção às margens e à periodicidade de atualização do indexante.
- Empresas com financiamento variável devem avaliar a sensibilidade dos fluxos de caixa a alterações de taxa e ponderar estratégias de cobertura ou renegociação.
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Economize com a Capitalizar, 14 de maio de 2026